Alemães negociam compra de fabricante cearense de trens

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Paulo ITT
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Alemães negociam compra de fabricante cearense de trens

Mensagem por Paulo ITT » 10 Nov 2011, 07:10

Alemães negociam compra de fabricante cearense de trens

Companhia brasileira projetou e construiu as composições do Metrô do Cariri, que ligam Juazeiro do Norte ao Crato

A alemã Vossloh está negociando a compra do controle da Bom Sinal, fabricante cearense de VLTs (nome dado aos bondes modernos). A informação foi confirmada por Olivier Dereudre, diretor dos escritórios da Vossloh no Brasil e na Argentina.

Leia também: Metrô do Cariri é sonho de consumo de cidades fora do Ceará

Sediada em Barbalha (CE), no sertão cearense, a Bom Sinal é a fornecedora dos trens usados no Metrô do Cariri, que liga Juazeiro do Norte ao Crato, e de Maceió, que cobre o trecho entre a capital alagoana a Lourenço de Albuquerque, na vizinha Rio Largo.

A empresa tem ainda em carteira trens para o ramal Parangaba-Mucuripe, do Metrô de Fortaleza, que deverão circular até a Copa de 2014; para o Metrô de Sobral (CE), com previsão de conclusão no ano que vem, e para Arapiraca (AL), Macaé (RJ) e Recife (PE).

Na avaliação de Dereudre, a venda seria a oportunidade de a empresa brasileira ter acesso a novas tecnologias de forma rápida e ganhar musculatura financeira para investir e brigar por projetos maiores no país. Para a Vossloh, significaria a entrada no Brasil com produção local e contratos em andamento, em um momento em que enfrenta queda no volume de vendas em nível global. Dereudre, porém, não fala em prazos e valores para a concretização do negócio.

Nova frente

O desembarque no Brasil soa como um bom negócio para os alemães, que além de trens para passageiros e locomotivas de carga, fabricam ônibus elétricos e equipamentos de infraestrutura ferroviária, como sistemas de sinalização. Mundialmente, no acumulado de janeiro a setembro, a companhia vendeu € 860 milhões de euros, 15% abaixo do mesmo período de 2010.

Em seu último balanço trimestral, a Vossloh atribui a queda no desempenho principalmente a quebra de expectativa em mercados do Sul da Europa, como Espanha e Itália, e na China. Em toda a Europa, as vendas tiveram queda de 12,8% no período, para € 614 milhões.

Neste cenário, as Américas surgem como promessa. No ano, a região representou apenas 8,3% das vendas da Vossloh, em uma conta que inclui principalmente vendas nos EUA. Países como o Brasil são terreno virgem, com perspectivas bastante positivas. Dirigentes de entidades e executivos do setor estimam que só o mercado de trens regionais, em fase de retomada de projetos, poderá significar contratos de R$ 1,5 bilhão em trens, sem contar obras civis e sinalização.

Integração

Mas outros fatores animam Dereudre. Além de interesses complementares, as duas empresas adotam e desenvolvem tecnologias similares. Ambas fabricam VLTs movidos a diesel ou diesel-elétricos, para bitola métrica, o que poderia contribuir para uma eventual integração.

A bitola é a distancia entre a parte interna dos trilhos das estradas de trem. No Brasil, há dois tipos comuns. A irlandesa (larga), de 1,6 metros, usada nas em linhas de transporte de carga, e a métrica, de um metro, que predomina na malha brasileira e em um conjunto de 14 trechos que o governo federal pretende reativar nos próximos anos para incentivar o transporte ferroviário regional.

Por isso, a escolha do padrão métrico pode se tornar um trunfo, caso os projetos sejam licitados prevendo a manutenção da distância entre os trilhos. Alstom, Bombardier e Siemens, líderes do setor, não o utilizam. Preocupadas em desenvolver projetos de trens que possam ser vendidos ao maior número de mercados possíveis sem adaptações estruturais significativas, as três grandes fabricantes adotam prioritariamente a bitola internacional, de 1,435 metros, a mais comum na Europa e no restante do mundo. A briga pelos projetos, nesse caso, se restringiria a concorrentes um pouco menores, como a espanhola CAF e os italianos da Talgo. Bem mais ao gosto dos alemães e cearenses.

Procurada, a Bom Sinal não retornou a solicitação de entrevista.
http://economia.ig.com.br/alemaes-negoc ... 55077.html
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Será que vão comprar para depois fechar, como aconteceu com vários outros tipos de empresas nacionais?

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DadoDJ
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Re: Alemães negociam compra de fabricante cearense de trens

Mensagem por DadoDJ » 10 Dez 2011, 15:15

Putz, Paulo ... eu estava até animado já, com a possibilidade de termos (quem sabe) VLTs de bitola métrica na linha do litoral (Leopoldina), no ramal de Guapimirim e no de Vila Inhomirim etc caso houvesse interesse das empresas e do governo em modernizar tais ferrovias ... aí você atentou para a possibilidade da empresa ser comprada e fechada em seguida ... não dá nem pra se sonhar neste país !

Mas acho dificil isso acontecer ... com que intenção uma empresa desembarcaria no país para comprar uma empresa e fecha-la ? Só se houvesse compen$ações por parte de entidades ocultas, claro ... algo não muito raro nestas paragens ...

;'(
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