Vactrain

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DadoDJ
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Vactrain

Mensagem por DadoDJ » 18 Mai 2014, 00:35

Descrição

Vactrain (ou trem em tubo de vácuo) é um projeto para o futuro transporte ferroviário de alta velocidade. Trata-se de uma linha maglev dentro, ou parcialmente, de túneis de vácuo. A falta de resistência do ar permitirá aos vactrains usar pouca energia e se mover a velocidades extremamente altas, entre 6400 a 8000 km/h, ou mesmo 2 quilômetros por segundo; isso é, 5 ou 6 vezes a velocidade do som (Mach 1), em condições normais. Apesar de que atualmente a tecnologia está sendo investigada para desenvolvimento em redes regionais, muitos defendem o uso de Vactrains em rotas transcontinentais/internacionais, para formar uma rede de transporte global de alta velocidade e com eficiência energética.

Vactrains podem permitir viagens intercontinentais ultrarrápidas. De acordo com as velocidades prevista (mostradas no 1º parágrafo), a viagem entre Pequim e Nova York poderá ser feita em menos de 2 horas, ou entre Brasil e Japão, em até três horas, ultrapassando as aeronaves como o transporte público mais rápido do mundo (isso desconsiderando o voo hipersônico).

O grande problema dos vactrains é o preço. Caso não haja avanços em tunelamento e outras tecnologias, o custo de tal implantação será proibitivo.

Pesquisadores da Universidade Jiaotong (China), estão desenvolvendo estão desenvolvendo um Vactrain para alcançar velocidades de 1000 km/h. Eles estimam que tal tecnologia possa ser funcional dentro de 10 anos.

História

O conceito moderno de Vactrain, com tubos de vácuo e tecnologia maglev, foi pela primeira explorado na década de 1910 pelo engenheiro estadounidende Robert Goddard. Goddard projetou protótipos detalhados quando era um estudante universitário. Seu trem (protótipo) poderia viajar de Nova York para Boston em 12 minutos, numa velocidade média de 1600 km/h. Os designs do trem só foram encontrados após a morte de Goddard, em 1945

Durante a década de 1970, vactrains foram manchete. Nesse mesmo período, o doutor Robert M. Salter Jr., da Rand Corporation, e um defensor da tecnologia, publicou uma série de artigos de engenharia em 1972 e em 1978.

Uma entrevista com Salter no Los Angeles Times (em 11 de julho de 1972), onde ele discutiu, em detalhes, a relativa facilidade, para o governo dos EUA, de construir um sistema de transporte entubado usando tecnologias disponíveis naquela época. Como, naqueles tempos, o maglev está em um estágio de desenvolvimento precário, Salter propôs rodas de aço. A porta para o tubo seria aberta, até que ar suficiente pudesse acelerar o trem dentro do tubo. A gravidade providenciaria uma aceleração adicional e colocaria o trem em velocidade de cruzeiro. Quando chegasse à velocidade de cruzeiro, seria desacelerado pela velocidade do ar rarefeito a sua frente. Para compensar as perdas por fricção, não haveria necessidade de instalar um motor no trem, bastaria bombas em cada estação.

O dr. James Powell, co-inventor da supercondutividade maglev na década de 1960, vem desde 2001 liderando uma pesquisa sobre um conceito para usar um vactrain maglev lançamento espacial (o que, teoricamente, diminuiria centenas de vezes, ou duas ordens de magnitude os custos, se os compararmos ao que se gasta com foguetes), onde o proposto StarTram poderia ter veículo capazes de alcançar 14300 km/h até 31500 km/h, dentro de um túnel em aceleração (prolongado para limitar a força G), considerando um caminho através da camada de gelo da Antártida, devidos a custos menores do que os calculados com pedra.

Fonte: Wikipedia

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Re: Vactrain

Mensagem por Luiz Eduardo » 18 Mai 2014, 10:42

Eu vi um programa falando sobre isso, não lembro se no NatGeo ou no Discovery. Superinteressante. Mas acho que nem meus netos viverão para ver isso.
Abraços

Luiz Eduardo
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Re: Vactrain

Mensagem por DadoDJ » 18 Mai 2014, 17:11

Isso seria bom para quem tem medo de avião ...
:lol:
Sem referências ao escriba desta mensagem ...
=O
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Re: Vactrain

Mensagem por DadoDJ » 13 Set 2017, 11:06

China projeta “trem voador” para alcançar 4.000 km/h

11/09/2017 - Notícias Automotivas

Diz o ditado que o “céu é o limite”, mas se não dá para ir mais rápido por cima, que tal faze-lo aqui mesmo no chão? Elon Musk deu o ponta-pé inicial numa ideia que virou o Hyperloop, uma cápsula magnética é um tubo pressurizado e alcançando nada menos que 1.200 km/h. A iniciativa, que parecia uma ideia maluca, acabou tomando corpo real e já tem implicações inclusive no Brasil. Musk ainda quer ver o trem bater 1.000 mph ou cerca de 1.609 km/h.

Mas, se andar a 1.200 km/h sobre o solo parece algo realmente impressionante, o que dirá de faze-lo um pouco mais rápido, algo lá pela casa dos 4.000 km/h? Essa velocidade espantosa é certa de 3,5 vezes a velocidade do som e geralmente é atingida apenas por foguetes lançadores de satélites ou mísseis balísticos.

Essa é a meta de um conglomerado chinês, o China Aerospace Science and Industrial Corporation (CASIC), que pretende criar o “trem voador”, batizado oficialmente com o sugestivo nome de T Flight. Com um território vasto e cerca de 1,4 bilhão de pessoas, o país precisa cada vez mais de transporte de massa bem rápido e o projeto visa reduzir enormemente as distâncias, mas ainda não se tem informações sobre o volume de investimentos necessários para colocar esse trem nos trilhos.

Sabe-se que a CASIC fechou 2016 com faturamento de US$ 1,5 bilhão e 150 mil empregados. Mas, o montante a ser aplicado não garante rapidez no projeto, que deve ter sua composição terminada apenas em 2020. Só então, os testes começarão na região de Wuhan. Além disso, a iniciativa começa com uma velocidade bem inferior à meta estabelecida, atingindo assim 1.000 km/h, o que já é suficiente para concorrer com os aviões comerciais.

Da mesma forma que no Hyperloop, o T Flight da CASIC se desloca dentro de um tubo e com sustentação por trilhos magnéticos. Cada veículo pode levar 16 pessoas e uma plataforma giratória garante seu envio para diferentes rotas. Numa segunda etapa, o trem bala alcançará 2.000 km/h, ligando Pequim às principais cidades chinesas.

Em dois tubos suspensos por pilares, permitindo dois sentidos na via, o T Flight será alimentado em parte por painéis solares instalados sobre as duas tubulações, reduzindo assim o consumo de energia do sistema. Por lá, a iniciativa quer levar apenas pessoas, diferente do Hyperloop com sua versão cargueira, que está sendo cogitada para o Brasil, podendo esta levar um ou dois contêineres de 40 pés (12,20 m) ou até 70 toneladas por pod.
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