Projetos AFTR 4: A Ferrovia do Sol

Tempo de leitura: 20 minutos

Por: Mozart Rosa
Colaborações de: Rodrigo Sampaio e Felippe Ribeiro

Muitas pessoas que acompanham as postagens da AFTR acreditam que o que apresentamos em algumas postagens sejam “Projetos”.

· • Não sejamos ingênuos: um projeto é muito mais do que isso • ·

É risível quando nos deparamos com pessoas de outras instituições apresentando o que chamam de “projetos”.

O que apresentamos sim, e nos orgulhamos muito disso, são PLANOS DE NEGÓCIOS, são ideias viáveis que visam trazer o empresariado para o setor, e não ideias, algumas vezes utópicas e sem nenhuma viabilidade econômica, como vemos por aí. Se essas ideias, defendidas durante anos de forma recorrente e que circulam em diversos fóruns, fossem realmente boas, já teriam saído do papel. Já teriam encontrado no setor privado gente interessada.

Novamente, dentro desse conceito de apresentarmos PLANOS DE NEGÓCIOS, a AFTR apresenta uma proposta visando restaurar em bases modernas, a E.F. Maricá.

A AFTR, como sempre, não inventa nada, apenas traz para o século XXI, com uma nova roupagem, boas ideias do século XIX, que foram descartadas. E sempre acreditando que o empresariado, inclusive e preferencialmente do setor rodoviário, poderá ver com bons olhos essa possibilidade de negócios bem interessante.


A EF MARICÁ, SUA HISTÓRIA

Em 1887 começa a construção da E.F. Maricá. Em 1889 seu primeiro trecho é inaugurado, sendo Maricá na ocasião o maior município daquela região. Não existia, como hoje, a vocação turística e nem a enormidade de residentes na região que hoje chamamos de Costa do Sol, englobando os municípios limítrofes e próximos a Maricá como Saquarema, Araruama, Iguaba Grande, e avançando como a ferrovia pela Região dos Lagos chegando posteriormente a São Pedro da Aldeia e Cabo Frio.

São Pedro da Aldeia
Fonte: Internet

Esses municípios por onde originariamente a E.F. Maricá passava eram minúsculos, alguns nem existiam. Esta ferrovia se iniciava na estação Neves, em São Gonçalo e seguia pela Região dos Lagos até Cabo Frio, sendo que essa extensão até Cabo Frio foi inaugurada por Getúlio Vargas. Entretanto essa Estrada de Ferro acabou pelos mesmos motivos de sempre: lentidão, péssimos serviços, equipamento sucateado, nada mais que isso. Ela nunca foi modernizada.

Automotriz em teste, por pouco tempo, na EF Maricá
Fonte: Internet

Apesar das afirmações dos Aluados¹, a única responsabilidade do empresário do ônibus na extinção da E. F. Maricá foi oferecer serviços melhores que os da ferrovia.

 


A SITUAÇÃO ATUAL

Atualmente o acesso à Região dos Lagos representa um dos maiores entraves na mobilidade do estado do Rio de Janeiro. No período de férias torna-se um verdadeiro nó cego.

Imagem ilustrativa

Com o passar do tempo medidas foram sendo tomadas para melhorar o acesso à região:

  • No Governo de João Figueiredo construíram a rodovia Niteroi x Manilha;
  • Depois, Moreira Franco duplicou um trecho da BR-101;
  • Marcelo Alencar construiu a via Lagos;
  • Depois a atual concessionária da BR-101 Autopista Fluminense, iniciou a duplicação do trecho não duplicado anteriormente.

Mas nada disso resolveu, e os engarrafamentos em feriados prolongados e, principalmente, no verão continuam quilométricos.

É usual a cada novo governo estadual eleito, ser divulgado que a Disney tenha interesse em construir um parque na Região dos Lagos. Por acaso neste governo não aconteceu, mas aconteceu nos anteriores, basta procurar.

Imagem ilustrativa

Esse interesse é real, e já foi divulgado até pela imprensa Norte-americana, mas não sai do papel pelas péssimas condições de acesso ao local: os engarrafamentos desestimulam qualquer investimento de porte.

Basta procurar no Google que sempre vai aparecer alguma postagem sobre o assunto, isso sem considerar as diversas reportagens sobre esse assunto na imprensa tradicional. No período do governo Moreira Franco existem muitas informações não disponíveis no Google, por serem anteriores ao mesmo, mas estão nos arquivos d’O Globo e Jornal do Brasil.

Fonte: O Globo 1998 (Pesquisa Felippe Ribeiro)

Existem outras questões, como a questão ambiental que é relativa à forma como o lixo é tratado na região, algo que nossa proposta também contempla com as usinas de queima de lixo para geração de energia elétrica.

Não é só a Disney, mas essa situação desestimula também a vinda de empresas de turismo com atuação internacional, que tem interesse no local. Incluindo algumas da Espanha. O que é uma pena, a região tem a maior taxa de incidência solar de nosso estado, além de belíssimos atrativos naturais.


A NOVA E.F. MARICÁ

Sendo assim, a AFTR propõe em bases modernas a reconstrução da E.F Maricá. A NOVA E.F. MARICÁ.

Nossa proposta é um pouco ousada, pois propomos que essa reconstrução/construção chegue a Macaé, em um traçado inédito.

Mantendo os parâmetros para lucratividade apresentados em outras propostas de Short-Line feitos pela AFTR, propomos uma ferrovia para cargas gerais, transporte de lixo para usinas de queima e transformação do lixo em energia elétrica, além do transporte de passageiros, sendo que nesse caso específico da Nova E.F. Maricá o transporte de passageiros pode representar um percentual significativo na lucratividade do empreendimento, por incrível que pareça.

Praia do Forno em Arraial do Cabo, lotada em um feriado prolongado.
Fonte: Casal Nômade

As motivações empresariais de hoje são totalmente diferentes das motivações originais do início do século quando essa ferrovia foi construída. Hoje temos uma região densamente povoada que, em períodos de férias, multiplica sua população para números bem expressivos, aumentando a geração de lixo, aumentando a necessidade de melhor transporte para carga geral para suprir essa nova demanda e aumentando a necessidade de transporte adequado para essas pessoas.

Trem de transporte de lixo
Fonte: Pat Gavin Photography on Tumblr

Portanto é preciso uma solução definitiva para tudo isso. Lixo, aumento do volume de carga geral e, obviamente, o transporte de pessoas. Soluções coerentes para tudo isso, tanto na baixa como na alta temporada.

· • Caminhões e ônibus parados em engarrafamentos geram prejuízo • ·

Além de atender a população, empresas da região vão ficar bem felizes em poder contar com um transporte seguro e rápido para suas cargas.

  • A antiga Industria Fluminense de Colchões fabricante dos colchoes da marca Sonobello, atualmente fechada, ficava em Saquarema, mas pode ser reativada a qualquer momento.
  • A Sal Cisne que já foi grande cliente da Antiga E.F. Maricá, pode voltar a ser cliente da Nova E.F. Maricá.
  • A Marinha do Brasil pode ampliar a Base Aeronaval, sabendo que terá à disposição composições capazes de transportar com facilidade cargas que pela rodovia precisam pelo seu tamanho de toda uma logística de apoio.
  • A famosa Havan tem uma loja em São Pedro D’Aldeia, a ferrovia pode ser um incentivo à construção de mais lojas na região.

  • Além da região ter uma boa quantidade de supermercados e empresas de diversos segmentos que poderiam contar com a ferrovia transportando suas cargas. Isso a partir de modernos sistemas de logística.

A ferrovia estando disponível poderá atrair novos empreendimentos para o local, não apenas voltados ao turismo.

Essa ferrovia teria características únicas: seria uma das Short-Lines a transportar mais passageiros, de todas as que eventualmente venham a ser implantadas no Brasil. E sua vocação para passageiros mudará muitos paradigmas, embora em outros segmentos também apresente enormes possibilidades comerciais.

Fonte: Freepik

Segundo nosso técnico Rodrigo Sampaio, por meio de estudos preliminares, essa ferrovia pode movimentar inicialmente e ainda não estando totalmente concluída, em seus diversos arranjos comerciais, e ainda fora do período de férias, e por fim considerando partidas apenas de Niteroi, uma demanda na ordem de 600.000 passageiros por dia.

Repetindo: Fora do período de férias, e com partidas apenas de Niteroi! Chegando futuramente à Estação Barão de Mauá/Leopoldina, e trafegando no verão, esses números tendem a explodir.


E QUEM SE INTERESSARÁ EM CONSTRUÍ-LA?

Diferente dos Aluados¹ que orbitam em volta das instituições dedicadas ao retorno das ferrovias, e que veem o empresário rodoviário como inimigo, a equipe da AFTR acredita que o empresário do setor rodoviário seja o primeiro interessado em empreendimentos como esses, afinal hoje a tecnologia permite a fabricação de modernos Trens Leves movidos a diesel fabricados por empresas como Marcopolo e Bom Sinal. São veículos que consomem o equivalente aos veículos rodoviários, mas transportando o dobro de passageiros e sem consumir pneu ou detonar a suspensão nas estradas esburacadas.

Interior de um VLT da Marcopolo
Fonte: divulgação

Acreditamos que o grupo JCA, dono da Auto Viação 1001, empresa que teve um crescimento explosivo graças a sua atuação na Região dos Lagos, não deixaria passar uma oportunidade de negócios dessa magnitude.

Interior de um VLT da Marcopolo
Fonte: divulgação

Sabendo aproveitar um nicho de mercado, que foi o crescimento explosivo da Região dos Lagos, e nós da AFTR a parabenizamos por isso, a Auto Viação 1001 conseguiu em 40 anos passar de uma empresa pequena a ocupar uma das primeiras posições nesse ranking, absorvendo empresas como a Viação Cometa, se tornando hoje uma das maiores empresas de transporte rodoviário de passageiros do Brasil.

Ônibus da 1001 no acanhado terminal rodoviário de Macaé
Foto: Eduardo (‘Dado’) em 2012

Sendo assim a AFTR acredita que os atuais administradores do conglomerado empresarial em que se transformou a Auto Viação 1001 não deixarão passar essa oportunidade de negócios, que possibilitará entrar em um novo nicho de mercado onde os passageiros passariam agora a usar o trem e não apenas o ônibus, além de como já mostrado, essas linhas férreas poderem também transportar carga geral para as cidades atendidas, e lixo para as usinas, onde eventualmente esses empresários poderão ser donos ou terem participação acionária nessas usinas de queima de lixo para geração de energia elétrica, a serem construídas às margens dessa nova ferrovia.

Mas a proposta estará aberta a qualquer interessado.


COMO FAZER?

A AFTR, sugere que essa ferrovia em sua fase inicial tenha sua estação inicial em Niteroi, na antiga estação de Santana de Maruí, hoje abandonada e invadida. É um local próximo ao centro de Niteroi, e uma boa reforma permitirá o seu uso. Além disso é uma estação bonita, em estilo clássico, mas hoje lamentavelmente em péssimas condições.

Panorâmica do interior da estação Santana do Maruí
Foto: Eduardo (‘Dado’) em 2014

Claro que está prevista que essa ferrovia chegue à Estação Leopoldina, contornando a Baia de Guanabara

Essa seria mais uma das concessionárias a operarem a Estação Leopoldina, como já proposto em nossa postagem sobre a recuperação da Estação Leopoldina.

>> Portal Rio: reativando a Estação Barão de Mauá/Leopoldina

Quando concluída essa ferrovia terá duas estações terminais: estação Santana de Maruí e Estação Leopoldina.

Panorâmica da estação Santana do Maruí
Foto: Eduardo (‘Dado’) em 2014
Fachada da estação
Foto: Eduardo (‘Dado’) em 2014
Fachada da estação Santana do Maruí
Foto: Eduardo (‘Dado’) em 2014
Anexo à estação onde os trens chegavam e partiam de Santana do Maruí
Foto: Eduardo (‘Dado’) em 2014

Propomos que sejam instaladas duas frentes de obras: a primeira frente iniciaria seus trabalhos em Santana de Maruí na direção de Maricá, seguindo adiante. A segunda frente de obras iniciaria seus trabalhos saindo de Macaé em direção a Rio das Ostras. E em algum momento ambas se encontrarão.

Essa segunda frente pode perfeitamente funcionar de forma autônoma, assim que concluída.


VAMOS DETALHAR MELHOR

Iniciando suas obras em Santana de Maruí, em direção a Maricá, acreditamos que em 18 meses seja possível iniciar o transporte regular entre Santana de MaruíMaricá.

O trecho todo poderá ficar pronto em até 48 meses.

É importante deixar claro que o traçado terá pouca similaridade com o traçado antigo, onde muitos trechos foram urbanizados.

Na outra ponta as obras seguem em paralelo, ligando Rio das Ostras a Macaé.

Rio das Ostras, com 149.000 habitantes, tem forte ligação com Macaé. Esse trecho, considerando todas as dificuldades, pode em menos de 60 dias estar concluído. São apenas 25 km de uma eventual ferrovia construída paralela à Rodovia Amaral Peixoto

É importante integrar a linha da Nova E.F. Maricá à linha 3 do Metrô, em Alcântara, e também à linha do Metrô de Macaé, que acreditamos ter o projeto reiniciado e concluído em algum momento.

Essa ligação ferroviária entre os dois municípios e essa interação dará enorme sinergia para o desenvolvimento de ambos, viabilizando também a implantação de usinas de queima de lixo nesses municípios, com a eventual criação de um consorcio.

Usina de Minas de Leão-RS, capaz de prduzir energia para até 80.000 habitantes através da queima de lixo
Fonte: E-Cycle

A antiga estação Ferroviária de Macaé, estação próxima ao Supermercado Extra, local de uma das possíveis maiores estações do Metrô de Macaé, pode servir de estação terminal para o Metrô de Macaé e também da Nova E. F. Maricá ligando inicialmente Macaé ao centro de Rio das Ostras.

Estação de Macaé em 2012
Foto: Eduardo (‘Dado’)

Apesar da maior parte de seu traçado ser ao nível do solo, em algumas áreas urbanas, é possível a construção de trechos elevados em “Terra Armada”, uma técnica de construção rápida que pode facilitar a segregação da linha ferroviária.

Panorâmica de Macaé, a partir do Morro de Santa’Anna
Foto: Eduardo (‘Dado’) em 2012

A intenção inicial dessa proposta é atender a Região dos Lagos, e chegando a Macaé fazer uma interação com Rio das Ostras. Mas nada impede que um futuro concessionário pleiteie, juntos aos órgãos competentes, operar a linha atualmente abandonada entre Macaé e Campos, fazendo posteriormente a ligação entre essas cidades e o Rio de Janeiro e Niterói, transportando todo tipo de carga possível, além das situações sugeridas aqui.

Viaduto de Terra Armada
Fonte: Traçado

VEÍCULOS A SEREM USADOS

Transporte de Cargas

Para o transporte de carga por contêiner podem ser usadas as composições ferroviárias convencionais.

Para transporte de cargas de maior valor agregado como remédios, louças e metais sanitários, eletrodomésticos, equipamentos de informática e outros produtos, poderá ser usada a composição idealizada pela AFTR montada a partir da estrutura dos Trens Leves a diesel.

Transporte de Passageiros

Observação Importante: A AFTR usa a terminologia Trem Leve e não VLT, por entender que VLT é um nome não 100% adequado, sem similar no mundo, que deixa o turista estrangeiro atordoado tentando entender o significado daquilo quando vai usá-lo no Brasil. Ao colocar Trem Leve nos tradutores pode aparecer Light Train, ou Light Rail, nomes usados usualmente nos outros países, para veículos que passam a mesma ideia.
Se nossa intenção é conquistar turistas esse é um dos pequenos passos a serem dados.
Esse produto o VLT nada mais é que a versão 8.0 do nosso bonde, e o VLT a diesel mediante nossas pesquisas é um produto made in Brasil. Portanto com enormes possibilidades de exportação. Muito mais fácil exportar com o nome de Light Train ou Light Rail do que VLT, que não significa nada fora do Brasil. Fica mais fácil também para o pessoal do Marketing criar material em outras línguas usando esses nomes do que VLT que não tem tradução.

Para o transporte usual de passageiros recomendamos os Trens Leves a diesel na conformação regional. O modelo de dois vagões tem capacidade dependendo da conformação de 106 a 122 passageiros sentados, mais que o dobro de um ônibus rodoviário. E local para cadeirantes, além de assentos para obesos.

A composição não ficará parada em engarrafamentos, e vai chegar bem mais rápido ao seu destino.

Fonte: Bom Sinal

Para aqueles finais de semana prolongados que normalmente congestionam as rodoviárias e rodovias, sugerimos algumas unidades dos veículos por nós batizado de Jumbo, com capacidade de 220 a 252 passageiros sentados confortavelmente.

Rodoviárias lotadas, cheia de filas, com esse veículo operando vão ser coisa do passado.

Fonte: Bom Sinal

Esse segundo veículo, o Jumbo, pode ter banheiro e um porta-malas, para facilitar a vida do usuário.

Fonte: Bom Sinal

O primeiro veículo sugerido, transporta o equivalente a dois ônibus rodoviários, o segundo o equivalente a quatro ônibus rodoviários. Um atrativo substancial para o investidor do setor rodoviário, considerando a redução de gasto com pneus, pedágio, e outros itens de desgaste nos ônibus.

Fonte: Bom Sinal

Esses veículos com sua rapidez em qualquer situação, e confiabilidade, além da comodidade, podem aumentar o uso de transporte de massa para a Região dos Lagos por pessoas que hoje se deslocam para a região de carro, aumentando mais ainda o volume de passageiros transportado pela Nova E.F. Maricá, aumentando sua atratividade como negócio.

Fonte: Bom Sinal

Imaginemos em um futuro a possibilidade de famílias com moradia de veraneio na Região dos Lagos, podendo pegar confortavelmente seu trem na Estação Leopoldina e se deslocar para Cabo Frio ou outros municípios da região. Sem horas perdidas em rodovias, sem estresse. Aquele estresse das crianças cansadas de ficarem paradas dentro do carro no engarrafamento, do parente idoso também cansado e do programa de índio em que essa viagem de lazer se transforma por conta dos engarrafamentos, é um desgaste emocional que ninguém quer ter.

Outra possibilidade é o caminho inverso, tendo toda essa facilidade. É possível que muitas pessoas venham a fixar residência naquela região, se deslocando para trabalhar no Rio, ou em Niterói. No caso do Rio, mais um bom motivo para a parceria com o VLT, transportando pessoas da Estação Leopoldina para diversos locais do centro do Rio de Janeiro.

Existem pessoas que já fazem isso, mas muito poucas. Residem na região e se deslocam para o Rio ou Niterói de carro ou ônibus.

Fonte: Bom Sinal

Com o trem funcionando, acreditamos que o custo do trem venha a ser próximo ao do ônibus, mas sem os rotineiros engarrafamentos e fazendo uma viagem bem mais rápida. Comparando ao deslocamento por carro o trem será uma opção mais rápida e mais barata. Para quem hoje opta por vir de carro para o Rio ou Niterói, com o trem funcionando economizará sem precisar de estacionamento e pedágios, além de chegar descansado, podendo dar uma cochilada básica no trem durante a viagem.

Imaginemos também o turista nacional, chegando ao Rio de Janeiro de avião, pegando o VLT no Aeroporto, descendo na estação do VLT, dentro do Shopping Leopoldina, e pegando sua composição com destino a Região dos Lagos. Turistas do exterior que gostariam de conhecer a Região dos Lagos e não o fazem por não se sentirem seguros em alugar carro, ou também não se sentirem seguros em andar de ônibus, vão ter com o trem possibilidade de conhecer a região.

Fonte: Bom Sinal

Os agentes de turismo agradecem.

Uma explicação técnica: Os ônibus brasileiros são mais “apertados” que os ônibus americanos, por isso que turistas americanos não gostam de viagens longas em ônibus no Brasil, se sentem desconfortáveis. O trem muda tudo isso.

· • O trem é um veículo amigável para a maioria das pessoas do mundo, fez parte de suas histórias • ·

Fonte: Bom Sinal

Essa situação de modal amigável se aplica a turistas Europeus e Japoneses também.

E, em um futuro depois de consolidada a ferrovia, seus administradores podem optar por adquirir trens pendulares a diesel, que alcançam velocidades de até 160 km/h, o que diminuirá mais ainda o tempo de viagem, tempo de viagem que com os Trens Leves a diesel convencional no início da operação, já causarão uma revolução no acesso à região.

Fonte: Pinterest

Sobre onde e quais estações vão ser construídas, e qual o traçado, preferimos deixar esse estudo para empresas especializadas e lideranças locais.

Informações adicionais estão disponíveis com a equipe da AFTR.

Abaixo vídeo da AFTR sobre a E.F. Maricá, contando a sua história.

Dedicamos este artigo a todos os que, ao longo dos anos com trabalhos e artigos, não deixaram morrer a história da Estrada de Ferro Maricá, reconhecendo sua importância para a região.

¹Aluados são pessoas, que apesar de toda informação fornecida pela AFTR, apesar dos balanços e documentos apresentados, apesar de recortes de jornal da época comprovando o contrário, continuam afirmando que os empresários de ônibus tiveram participação ativa no desmonte das ferrovias no Brasil. Transformaram um evento de origem econômica em um ato de fé.

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